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| Renè Descartes |
Quando pensamos na palavra Racionalismo,
pensamos imediatamente em alguma coisa que fale de Razão. Será que tem alguma
coisa a ver? Opa..., tem! O Racionalismo é a concepção que afirma que a razão é
a unica faculdade capaz de propriciar conhecimento adequado da realidade.
Descartes pode ser considerado o representante ilustre do racionalismo.
Como havíamos visto anteriormente, Copérnico e
Galileu haviam inaugurado uma nova maneira de pensar a respeito da ciência que
colocou de cabeça para baixo todo o sistema aristotélico vigente desde sempre e
que tinha um caráter geocêntrico, Descartes defendeu essa nova maneira de
pensar.
Descartes pôs em dúvida todo conhecimento que
havia recebido até então, mas não queria duvidar como os céticos, ou seja,
duvidar por duvidar, sem saber duvidar, nosso filósofo queria um Método para
orientar seu espírito nesse percurso...humm, mas qual? Descartes percebe que
algumas verdades são indiscutivéis, como a matemática, por exemplo, sendo assim,
o método matemático foi o escolhido por ele como instrumento de auxílio à
razão.
Os racionalistas, assim como Descartes,
acreditavam num conhecimento A priori (partindo daquilo que vem antes), anterior
à experiência. Princípios que são indiscutiveis são A priori, como, por exemplo,
o princípio da não-contradição: "A não pode ser Não-A" ou "O quadrado não pode
ter três lados" ou ainda, "A soma dos ângulos de um triângulo é de 180°". Texto retirado do site:
O Empirismo (Francis Bacon, John Locke, David Hume)
O ponto de partida da reflexão humana está em considerar que todo conhecimento que se refere ao mundo começaria com a experiência, fundando-se na percepção. Segundos os pensadores dessa corrente que a mente seria, originalmente, um "quadro em branco", sobre o qual é gravado o conhecimento, cuja base é a sensação. Ou seja, todas as pessoas, ao nascer, o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressão nenhuma, sem conhecimento algum. Todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.O empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das idéias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento. O empirismo causou uma grande revolução na ciência, pois graças à valorização das experiências e do conhecimento científico, o homem passou a buscar resultados práticos, buscando o domínio da natureza. A partir do empirismo surgiu a metodologia científica.
Os empiristas dizem que as sensações se reúnem e formam uma percepção; ou seja, percebemos uma única coisa ou um único objeto que nos chegou por meio de várias e diferentes sensações. Assim, vejo uma cor vermelha e uma forma arredondada, aspiro um perfume adocicado, sinto a maciez e digo:
“Percebo uma rosa”. A “rosa” é o resultado da reunião de várias sensações diferentes num único objeto de percepção.
As percepções, por sua vez, se combinam ou se associam. A associação pode dar-se por três motivos: por semelhança, por proximidade ou contigüidade espacial e por sucessão temporal. A causa da associação das percepções é a repetição. Ou seja, de tanto algumas sensações se repetirem por semelhança, ou de tanto se repetirem no mesmo espaço ou próximas umas das outras, ou, enfim, de tanto se repetirem sucessivamente no tempo, criamos o hábito de associá-las.
Essas associações são as idéias. As idéias, trazidas pela experiência, isto é, pela sensação, pela percepção e pelo hábito, são levadas à memória e, de lá, a razão as apanha para formar os pensamentos.
Problemas do empirismo
O empirismo, por sua vez, se defronta com um problema insolúvel. Se as ciências são apenas hábitos psicológicos de associar percepções e idéias por semelhança e diferença, bem como por contigüidade espacial ou sucessão temporal, então as ciências não possuem verdade alguma, não explicam realidade alguma, não alcançam os objetos e não possuem nenhuma objetividade.
A ciência, mero hábito psicológico ou subjetivo, torna-se afinal uma ilusão, e a realidade tal como é em si mesma (isto é, a realidade objetiva) jamais poderá ser conhecida por nossa razão. Basta, por exemplo, que um belo dia eu ponha um líquido no fogo e, em lugar de vê -lo ferver e aumentar de volume, eu o veja gelar e diminuir de volume, para que toda a ciência desapareça, já que ela depende da repetição, da freqüência, do hábito de sempre percebermos uma certa sucessão de fatos à qual, também por hábito, demos o nome de princípio da causalidade. Assim, do lado do empirismo, o problema colocado é o da impossibilidade do conhecimento objetivo da realidade.
A ciência, mero hábito psicológico ou subjetivo, torna-se afinal uma ilusão, e a realidade tal como é em si mesma (isto é, a realidade objetiva) jamais poderá ser conhecida por nossa razão. Basta, por exemplo, que um belo dia eu ponha um líquido no fogo e, em lugar de vê -lo ferver e aumentar de volume, eu o veja gelar e diminuir de volume, para que toda a ciência desapareça, já que ela depende da repetição, da freqüência, do hábito de sempre percebermos uma certa sucessão de fatos à qual, também por hábito, demos o nome de princípio da causalidade. Assim, do lado do empirismo, o problema colocado é o da impossibilidade do conhecimento objetivo da realidade.

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