segunda-feira, 30 de abril de 2012

Platão e Aristóteles

 Platão acentua a necessidade de desvendar as coisas em si, as verdades necessárias, os conceitos imutáveis, que podem ser colocados justificadamente na base das nossas cadeias de explicação do mundo. Essas coisas em si não são observáveis no mundo físico, mas sem elas não podemos dar sentido às nossas próprias experiências.

Platão admite a existência de dois tipos de objetos igualmente reais: os visíveis e os invisíveis, uns captados pelos sentidos, outros percebidos apenas pela razão. Com isso, ele conseguiu fazer uma aproximação entre teorias de Heráclito e Parmênides. Tudo muda, tudo flui, mas apenas no mundo sensível. No mundo das coisas invisíveis, tudo é eterno, nada muda, tudo permanece.

Essas coisas invisíveis são as idéias, seres incorpóreos que somente podem ser captados pela nossa capacidade de raciocínio. O que é um quadrado? O que é a relação de anterioridade? De causa e conseqüência? O que é a beleza ou a verdade? No campo do direito, o que são a validade e a justiça?
Toda essa construção é bastante engenhosa. Foi Platão que primeiramente tentou - de forma racional - explicar o mundo físico a partir de um mundo metafísico. Para alguns, essa idéia pode parecer absurda a primeira vista, mas a colocação platônica ainda guarda uma força imensa: ou admitimos a estranha existência das idéias absolutas (de justiça, verdade e validade), ou admitimos que não faz sentido algum tratar da justiça dos homens ou da validade das normas.

Por mais que seja difícil sustentar uma metafísica que não conta (nem pode contar) com evidências empíricas, é somente a partir dela que podemos falar de direitos universais ou de verdade objetiva. Creio que a intuição platônica é correta e que não podemos escapar da metafísica sem perder junto o significado dos fenômenos. Nossa condição humana é tal que a nossa racionalidade nos condena à metafísica.

Mas não devemos perder de vista que, para Platão, a metafísica não é a ilusão, mas a luz. O conhecimento metafísico é que nos liberta das sombras da caverna, pois é ele que nos esclarece as estruturas universais do mundo.
O artista renascentista italiano Rafael Sanzio (1483-1520) foi discípulo de Perugino e contemporâneo de Leonardo da Vinci, Michelangelo e Fra Bartolommeo. O afresco Escola de Atenas é uma das suas mais admiradas obras, pintado a pedido do Papa Júlio II, no salão de sua biblioteca particular, no Vaticano. Na Escola de Atenas Rafael dispôs figuras de sábios de diferentes épocas como se fossem colegas de uma mesma academia. Na composição dos personagens destaca-se Platão, segurando sua obra Timaeus, e apontando sua mão direita para cima, talvez referindo-se às causas de todas as coisas. Segundo Fowler [3], pág. ii, o título original do afresco era Causarum Cognitio, e somente após o século XVII passou-se a usar o nome popular Escola de Atenas.
Platão era um mestre da linguagem literária e da construção de alegorias. Os seus livros tinham uma estrutura narrativa, pois ele escrevia na forma de diálogos, normalmente protagonizados por Sócrates, que foi o seu mestre.
Já os escritos de Aristóteles são grandes compilações das aulas que ele proferiu em sua escola (o Liceu), quando voltou a Atenas, com cerca de 50 anos de idade. Embora essas anotações muitas vezes não formem um discurso linear, elas se tratam da primeira grande tentativa de sistematização do conhecimento.

Mas a grande diferença entre Platão e Aristóteles não estava apenas no estilo da escrita, mas em suas linhas de interesses. Platão era um estudioso da matemática, e sua capacidade de abstração permitiu que ele formulasse os conceitos metafísicos que constituem o seu maior legado. Já Aristóteles era concentrado no mundo empírico, nos dados da experiência. Diversamente de seu mestre Platão, ele foi um grande naturalista, um conhecedor dos fenômenos físicos, com interesses que hoje seriam entendidos como científicos, e não filosóficos. Essa clássica distinção de perspectivas tem seu retrato mais célebre no quadro "A escola de Atenas", de Rafael.

A segunda diferenciação é entre ato e potência. Todo homem - assim como todo objeto - tem uma série de potencialidades. Qual a diferença entre um cego e um homem de olhos fechados? O primeiro não tem o sentido da visão, enquanto o segundo apenas não o exerce. Uma muda de feijão é feijão em potência - ela tem a possibilidade de gerar feijões, mas o exercício dessa possibilidade depende de algumas condições. Apenas quando gerar a semente ela será feijão em ato.

Esse tipo de distinção entre as sensibilidades permanece sendo uma boa chave de compreensão. Pensemos em um problema jurídico, como a definição do que é o interesse público. Uma aproximação possível seria buscar os diferentes ramos do direito que tratam do interesse público, para construir com base nessas observações particulares um conceito geral. Essa aproximação, que passa da análise de fatos individuais e conclui pela formulação de categorias gerais, é o procedimento indutivo.

Essa é a aproximação tipicamente aristotélica, que um platônico certamente sentiria como limitada. Ocorre que, para buscar o que é interesse público em cada ramo do direito, precisamos partir de um conceito anterior acerca do que seja interesse público. Sem um conceito prévio, não podemos identificar no mundo as suas ocorrências. Assim, um pensador platônico tende a partir de um esclarecimento do que é o interesse público em si, para compreender as decorrências necessárias desse conceito. Com isso, há um primado do pensamento dedutivo, que parte de certas concepções gerais e abstratas, para extrair delas as suas conseqüências particulares.

Assim, existe uma forte possibilidade de que os platônicos acusem os aristotélicos de certas ingenuidades conceituais e de generalizações indevidas, enquanto os aristotélicos tendem a acusar os platônicos de exageros no idealismo e na abstração.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Ontologia: O que é, conceito e definição


Ontologia significa o conhecimento do ser, e é um termo de origem grega. Ontologia reproduz a natureza do ser, da existência dos entes, da realidade e das questões metafísicas em geral.

A ontologia é uma parte da filosofia, trata do ser concebido que tem uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres. Para a ontologia, qualquer coisa que existe é percebida apenas como algo que é nada mais do que isso, por isso ela é fundamental para muitos ramos da filosofia.
A ontologia pode ter se originado na Grécia antiga, porém os primeiros registros da palavra ontologia tiveram sua forma na língua latina em 1606.

"O ser e o nada é um tratado filosófico de 1943 escrito por Jean-Paul Sartre que é tido como marco para o início do crescimento do existencialismo no século XX.
A palavra ontologia também é usada na Ciência da Computação e Ciência da Informação, e significa um modelo de dados que representa um conjunto de conceitos dentro de um domínio, e os relacionamentos entre estes domínios. A ontologia é, pois utilizada para fazer inferências sobre os objetos do domínio.
Ontologias são utilizadas em web semântica, em engenharia de software, em inteligência artificial e arquitetura da informação sendo uma forma de representação de conhecimento sobre o mundo.

Um exame das relações entre a fenomenologia e a ontologia de Merleau-Ponty, fundamentais para a reflexão estética contemporânea, destacando a pintura e a literatura. http://artref.com.br/index.php/noticias/view/924/cursos


Mito, definição

Segundo Mircea Eliade, a tentativa de definir mito é a seguinte, “o mito é uma realidade cultural extremamente complexa, que pode ser abordada e interpretada em perspectivas múltiplas e complementares....o mito conta uma história sagrada, relata um acontecimento que teve lugar no tempo primordial, o tempo fabuloso dos começos...o mito conta graças aos feitos dos seres sobrenaturais, uma realidade que passou a existir, quer seja uma realidade tetal, o Cosmos, quer apenas um fragmento, uma ilha, uma espécie vegetal, um comportamento humano, é sempre portanto uma narração de uma criação, descreve-se como uma coisa foi produzida, como começou a existir...”
O mito só fala daquilo que realmente aconteceu do que se manifestou, sendo as suas personagens principais seres sobrenaturais, conhecidos devido aquilo que fizeram no tempo dos primordios. Os mitos revelam a sua actividade criadora e mostram a “sobrenaturalidade” ou a sacralidade das suas obras. Em suma os mitos revelam e descrevem as diversas e frequentemente dramáticas eclosões do sagrado ou sobrenatural nomundo. É está “intormição” ou eclosão do sagrado(sobrenatural), que funda, que dá origem ao mundo tal como ele é hoje. Sendo também graças à intervenção de seres sobrenaturais que o homem é o que é hoje.

Ainda segundo Mircea Eliade, “o mito é considerado como uma história sagrada, e portanto uma história verdadeira, porque se refere sempre a realidades. O mito cosmogónico é verdadeiro porque a existência do mundo está aí para o provar, o mito da origem da morte é também verdadeiro porque a mortalidade do homem prova-o...e pelo facto de o mito relatar as gestas dos seres sobrenaturais e manifestações dos seus poderes sagrados, ele torna-se o modelo exemplar de todas as actividades humanas significativas”.

Mircea Eliade, Aspectos do Mito, pág.13
http://psicoforum.br.tripod.com/index/artigos/mito1.htm

O mito é o nada que é tudo

O mesmo sol que abre os céus

É um mito brilhante e mudo –

O corpo morto de Deus,

Vivo e desnudo

Este que aqui aportou,

Foi por não ser existindo.

Sem existir nos braços.

Por não ter vindo foi vindo

E nos creou

Assim a lenda se escorre

A entrar na realidade,

E a fecundá-la decorre

De nada, morre.

(Fernando Pessoa )

Mito, arte, realidade


O mito é o nada que é tudo, diz o primeiro verso do poema dedicado a Ulisses por Fernando Pessoa e impresso no único livro que o poeta viu publicado em vida, Mensagem – o mesmo onde se lê a mais conhecida passagem lembrando que tudo vale a pena se a alma não é pequena. O mito é uma forma do sentido. Uma das primeiras formas do primeiro sentido, da primeira grande narrativa que o homem se deu. A definição aristotélica do homem como um animal político é apressada ou secundária (ou nunca foi bem entendida). O homem é, antes de mais nada, um animal que se conta histórias, é isso que o diferencia entre as espécies. Um animal que se conta várias histórias e a história da política é apenas uma entre elas e não a mais importante.” Estas são as palavras com que o curador do Masp, Roberto Teixeira Coelho, apresenta a exposição A arte do Mito.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Filosofia da vida e filosofia - diferenças

Filosofia  pode ser chamada de a “filosofia de cada indivíduo”, da maneira como cada um procede diante dos fatos vivenciados no cotidiano, e nada além disso. A filosofia é, portanto, uma atitude reflexiva. A reflexão  filosófica coloca questões para o homem a partir da sua raiz, da sua origem, quando o pensamento busca conhecer-se  como pensamento. A filosofia compreendida como Marx falava, pode ser um instrumento para mudar as condições de vida dos seres humanos.


A “filosofia de vida” possibilita ao homem se orientar no meio em que vive. Porém, por seu caráter espontâneo, assistemático, ela não tem nada a ver com a filosofia enquanto sistema organizado de pensamento. Apesar disso, a “filosofia de vida” também parte da realidade com o intuito de operar sobre ela: a realidade da vida. Neste sentido, todos nós temos uma “filosofia de vida”, um jeito de viver e um comportamento próprio, um modo de ser.  

“A filosofia é uma maneira de reaprender a ver o mundo”. (Merleau-Ponty, filósofo francês)

Bibliografia: 
BUZZI, Arcângelo R. Filosofia para principiantes: a existência humana no mundo. 9. ed. Petrópolis/RJ: Vozes, 1998.
DEWEY, John. Vida e Educação. Trad. Anísio Teixeira. São Paulo:Companhia Editora Nacional, 1959.
TELES, Antônio Xavier. Introdução ao estudo da filosofia. São Paulo: Ática, 1995.

Sites: 

Entrevista: Michel Onfray


"Deus está nu"
O filósofo francês mais lido da atualidade
diz que as três grandes religiões monoteístas
vendem ilusões e devem ser desmascaradas
como o rei da fábula de Andersen

André Fontenelle
Em um tempo em que a religiosidade está em alta, surpreende o livro que se encontra no topo da lista dos mais vendidos na França desde o mês passado, à frente até das biografias de João Paulo II: Tratado de Ateologia. Escrita pelo filósofo mais popular da França na atualidade, Michel Onfray, de 46 anos, a obra é um ataque pesado ao que o autor classifica como "os três grandes monoteísmos". Segundo Onfray, por trás do discurso pacifista e amoroso, o cristianismo, o islamismo e o judaísmo pregam na verdade a destruição de tudo o que represente liberdade e prazer: "Odeiam o corpo, os desejos, a sexualidade, as mulheres, a inteligência e todos os livros, exceto um". Essas religiões, afirma o filósofo, exaltam a submissão, a castidade, a fé cega e conformista em nome de um paraíso fictício depois da morte.
Para defender essa argumentação, Onfray valeu-se de uma análise detalhada dos textos sagrados, cujas contradições aponta ao longo de todo o livro, e do legado de outros filósofos, como o alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900), que proclamou, em uma célebre expressão, a "morte de Deus". O filósofo escreve em linguagem acessível, a mesma que emprega ao lecionar na cidade de Caen, no norte da França. Ali criou uma "universidade popular" que atrai milhares de pessoas a palestras diárias e gratuitas sobre filosofia, artes e política. Gravadas pela rádio pública France Culture, as aulas de Onfray são sucesso de audiência. Os fãs o consideram um sucessor de Michel Foucault (1926-1984), o mais influente filósofo francês do século passado. Em seus livros, Onfray propõe o que chama de "projeto hedonista ético", em que defende o direito do ser humano ao prazer. Uma de suas obras, A Escultura de Si, ganhou em 1993 o Prêmio Médicis, o mais importante da França para jovens autores. Onfray também tem detratores, que o acusam de repetir idéias ultrapassadas. Em dois meses seu Tratado vendeu 150.000 exemplares. De seu escritório em Argentan, Onfray concedeu a seguinte entrevista a VEJA.
Veja – Em sua opinião, só o ateu é verdadeiramente livre?Onfray – Só o homem ateu pode ser livre, porque Deus é incompatível com a liberdade humana. Deus pressupõe a existência de uma providência divina, o que nega a possibilidade de escolher o próprio destino e inventar a própria existência. Se Deus existe, eu não sou livre; por outro lado, se Deus não existe, posso me libertar. A liberdade nunca é dada. Ela se constrói no dia-a-dia. Ora, o princípio fundamental do Deus do cristianismo, do judaísmo e do Islã é um entrave e um inibidor da autonomia do homem.
Veja – A que o senhor atribui o sucesso de seu livro num momento em que há tanta discussão sobre religiosidade?
Onfray – Acho que muitos franceses esperavam uma declaração claramente atéia. As primeiras páginas de jornais e as capas de revistas sobre o retorno da religiosidade, a polêmica sobre o direito de usar ou não o véu muçulmano na escola leiga, a oposição maniqueísta entre um eixo do bem judeo-cristão e um eixo do mal muçulmano, a obrigação de escolher um lado entre George W. Bush e Osama bin Laden, a religiosidade dos políticos exposta na imprensa, o crescimento do Islã nos subúrbios franceses, tudo isso contribuiu para uma presença monoteísta forte no primeiro plano da mídia. Meu livro provavelmente funciona como um antídoto a esse estado de coisas, pelo menos na França. Ele ainda está sendo traduzido para outros idiomas.  
para ver entrevista completa acesse o link http://veja.abril.com.br/250505/entrevista.html 

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Visagismo

arte_visagismo_rosto_estetica_cabeloO visagismo é um termo que deriva do francês visage, que traduzido significa “para o rosto”. Essa técnica consiste em aplicar fundamentos da beleza para criar uma imagem pessoal adequada à personalidade do indivíduo, analisando os componentes do seu rosto.
A técnica do visagismo oferece uma direção aos profissionais da área da beleza (cabeleireiros, maquiadores, esteticistas), indicando todas as possibilidades de correções adaptáveis ao cliente, ou seja, pela geometria é possível obter a melhor solução em cores, colorações e até mesmo na maquiagem. A filosofia do visagismo baseia-se em acentuar o que é belo e disfarçar o que não é.

Alguns focos do visagismo que devem adaptar-se a uma avaliação do cliente:

• Tipo físico
• Tipo cromático
• Formato do rosto
• Estrutura do fio de cabelo (e suas possibilidades)
• Testar cortes e cores em modelos
• Experiência comprovada dos assessores (auxiliares)

A importância do visagismo na escolha do penteado

O visagismo pode contribuir para um penteado ideal, de acordo com o tipo de rosto, dando equilíbrio e harmonia às formas de cada perfil. Na análise do perfil é levado em conta o estilo e personalidade do cliente.

Dicas sobre visagismo

Avaliação do formato do rosto visualizando o excesso. Para uma melhor análise divida o rosto em três camadas:

• Nascente do cabelo até a sobrancelha.
• Da linha da sobrancelha até a ponta do nariz.
• Da ponta do nariz até a ponta do queixo.

Um rosto simetricamente perfeito possui em cada camada aproximadamente 7,5cm. Fora desse padrão, sugere-se um penteado personalizado para cada tipo de rosto.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Questionando Freud-Michel Onfray

EscritorFreud é conhecidíssimo. Virou lugar-comum o bordão “Freud explica…”, e todos já ouviram falar no austríaco esquisitão (deve ser algo na água que faz os austríacos serem meio birutas). Alguns acham que freud é um gênio, outros que nem tanto, que ele foi superado pelos seus discípulos. Só que agora, Michel Onfray, autor do Tratado de Ateologia, chega chutando o pau da barraca e mete os dois pés no peito dos adoradores do velhinho do charuto. Para ele, Freud não passa de um charlatão, mentiroso, fracassado e defensor de regimes totalitários. Só não chamou de bobo, feio e chato, porque aí era demais (ou não).
Freud era um médico mediano. Teve a “brilhante” idéia de ministrar cocaína aos seus pacientes, escrevendo 3 artigos onde defendia o uso do referido alcalóide como medicamento. O mais significativo de todos é o seu breve artigo, publicado em janeiro de 1885, “Uma contribuição para o conhecimento do efeito da cocaína”. Infelizmente, Freud cometeu um pequenino erro. Um errinho de nada. Ele apenas prescreveu uma dose de cocaína a uma de suas pacientes. E isso foi fatal para ela. A paciente morreu e Freud largou de mão de usar medicamentos, achando que poderia-se tratar pacientes sem nenhum tipo de droga. A bem da verdade, o próprio Freud curtia o uso da cocaína, também, mas deixemos isso de lado (maiores informações AQUI). A partir da morte da paciente, surge a Psicanálise que, ao meu ver, é tão científica quanto tarot, astrologia ou jogada de búzios.

leia mais em : ceticismo.net/2010/04/29/livro-de-michel-onfray-acusa-freud-e-charlatanismo/
* Shirley Rabelo